terça-feira, 18 de setembro de 2012

Descobrimento


(releitura de poema homônimo de Mario de Andrade...)

 Aos bebes prematuros do mundo inteiro, por todos os tempos…

Abancado à minha escrivaninha em Campos dos Goytacazes,
No meu apartamento próximo ao centro,
De supetão senti um friúme por dentro.
Fiquei trêmulo, muito comovido,
Com o computador palerma olhando pra mim.
Não vê que me lembrei
Que lá na Unidade Neonatal, meu Deus,
Não tão longe daqui,
Na solidão da sua prematuridade,
Um menino pequenino e magro,
Quase sem cabelo cobrindo-lhe os olhos,
Depois de mamar no peito de sua mãezinha,
Faz pouco se deitou na incubadora, e está dormindo...
E esse prematuro é brasileiro que nem eu.

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